Empresas se preparam para uso de gases menos nocivos ao meio ambiente
Encontrar o elemento menos nocivo ao meio ambiente entre os gases refrigerantes é ainda o grande desafio para a indústria brasileira. A exigência está no Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs e foi tema do Seminário Difusão de Uso de Fluídos Refrigerantes Alternativos em Sistemas de Refrigeração e Ar Condicionado. O encontro foi realizado no Hotel Deville, em Porto Alegre, durante toda a sexta-feira (11). A coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente, Magna Luduvice, diz que houve uma migração do mercado para uma substância intermediária que são os chamados HCFCs como uma alternativa para substituir o CFC, extremamente agressivo para a camada de ozônio. O problema é que apesar de conter índices bastante reduzidos de destruição da camada de ozônio essa substância acabou trazendo outra preocupação mais recente que é o aquecimento global e por isso é preciso buscar uma outra alternativa. - Esse processo vai ser escalonado, ou seja, acontecendo aos poucos. Temos um cronograma no Brasil a cumprir. Em 2015 devemos ter reduzido 10% do seu consumo e esse é um protocolo que todos países terão de cumprir, inclusive o Brasil – disse. O gás produzido com base na amônia é uma das alternativas futuras, porém a tendência é desenvolver gases específicos para cada equipamento como ar condicionado residencial, ar condicionado de veículos e sistemas de refrigeração em supermercados, por exemplo. O encontro teve o apoio da ASBRAV - Associação Sul-Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação. O vice-presidente da entidade, Mário Alexandre Ferreira, destacou ações que já vem sendo feitas na região sul do país. - A ASBRAV tem trabalhado desde a sua fundação realizando eventos e seminários sobre a utilização de gases refrigerantes alternativos. É um assunto muito controverso porque existem muitas tendências e não existe uma definição absoluta. O importante é que esse tema seja sistematicamente discutido – afirmou. O representante da ABRAVA - Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento e diretor de relações institucionais da ASBRAV, Eduardo Hugo Muller, destacou ainda que o Rio Grande do Sul conta com uma atuação diferenciada. - Distribuímos a 180 unidades recolhedoras, há cerca de um ano, para todos os nossos associados da ASBRAV. Além disso, incentivamos e apoiamos para que tivesse aqui no Rio Grande do Sul um centro de regeneração que hoje está em funcionamento na Refrigeração Capital, em Porto Alegre – completou. Entre as substâncias destruidoras da camada de ozônio estão: CFC, Halon, CTC e HCFC. Os índices no Brasil do buraco da camada de ozônio ainda são preocupantes. Conforme dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente, houve uma redução de 2006 para 2007 de 29 milhões de Km2 para 25 milhões. Em 2008, no entanto, o buraco voltou a crescer atingindo o patamar de R$ 27 milhões de Km2. A realização do seminário foi do Ministério do Meio Ambiente juntamente com o Pnud, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Além da ASBRAV, o seminário teve apoio de outras entidades do setor como: Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, Associação Brasileira de Supermercados, Associação Gaúcha de Supermercados, Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas e Associação Nacional dos Profissionais de Refrigeração e Ar Condicionado. Texto: Marcelo Matusiak
Fonte: Portal HVAC-R
www.portalhvac-r.com.br
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